quinta-feira, 14 de abril de 2011

Novas Tecnologias, mais do que aprender a fazer, aprender a pensar.

“Mais do que aprender a fazer, as aprendizagens têm de orientar-se para o aprender a pensar. Este é o grande desafio de quem não quer ficar pela “sociedade de informação” e quer entrar decisivamente na “sociedade do conhecimento”. Separa estes dois tipos de sociedade a capacidade de utilizar a informação disponível e abundante para produzir novo conhecimento que só este saber pensar permite. Por outras palavras, essa diferença vai do consumo acrítico da informação disponível à capacidade de produzir nova informação, resultante da elaboração sistemática e racional da primeira.” (Justino, 2010) P. 84

Tenho medo de coisas empolgantes porque nos levam facilmente à decepção e consequentemente ao abandono.


Penso que, o que é novo deve ser introduzido em doses moderadas.


David Justino comenta em seu livro que embora o fascínio pelas tecnologias tenha influenciado as políticas educativas e as práticas pedagógicas (papel da televisão no ensino à distância, a importância do vídeo no alargamento dos conteúdos didácticos, a máquina de calcular para a matemática, a importância do ensino assistido por computador, os projectores de imagem, os quadros interactivos ou a internet para diversificação dos instrumentos de trabalho e para acesso a informação susceptível de enriquecer uma aula), pouco correspondeu aos resultados alcançados na qualidade do ensino. Mesmo que se reconheça que os alunos aprendam mais em menos tempo, demonstrem atitudes mais favoráveis à aprendizagem, em especial nas experiências que exigem nível elevado de raciocínio e de resolução de problemas e que tendam a desenvolver práticas mais cooperativas, em todas estas situações se verificou que o papel do professor é decisivo, e que, mesmo sendo esta familiarização com as novas tecnologias, um ganho, elas “não passam de instrumentos” (atraentes e sofisticados). “Se o aluno não sabe estruturar um texto argumentativo, não há nenhum processador de texto que o ajude. Se não sabe interpretar o enunciado de um problema, não será a folha de cálculo que o fará. Se não sabe formular um problema, nenhum programa o ajudará a encontrar a melhor solução”


Tudo isso poderá ser negativo se especialmente nos conduzir à desvalorização do fundamental no processo educativo: o desenvolvimento de competências cognitivas, capacidade de raciocínio lógico, domínio das maneiras de pensar cientificamente conduzidas, _ saber pensar.


Por esta razão ao abordar este tema chama-lhe “A Ilusão Tecnológica”, justamente porque” de pouco vale a tecnologia se ela não for utilizada para o desenvolvimento de processos cognitivos cada vez mais complexos” (Justino, 2010)



Bibliografia


Justino, D. (2010). Difícil é Educá-los. Lisboa: Relógio D'Água Editores.

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