sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um Lugar de Sempre

Desci a escada..., mas antes lancei o meu último e derradeiro olhar sobre aquilo que tinha sido o meu reino.
Tinha passado ali, infinitas horas do meu dia.
Olhei-o como se fosse o último lugar do mundo onde se pode ainda sobreviver com alguma dignidade.

Despeço-me todos os anos porque não sei simplesmente se volto, porque vivo todos os dias sem saber o que me espera e o que se advinha, nunca será bom.

Aquele lugar existirá sempre até que eu padeça, porque é o cantinho dentro de mim onde coloclo a esperança.
Lancei o meu último olhar sobre todos os cantinhos do caminho que percorri infinitas vezes em idas e voltas.
_Tudo pareceu despedir-se de mim...

Não sei se regresso, mesmo que regresse já não serei com certeza, a mesma pessoa (Cada vez que volto a um lugar, não sou a mesma pessoa):
_Regresso com mais amargura porque regressar é perder outra parte de mim _a oportunidade.
A oportunidade de mostrar o meu valor, porque para ali se atira quem não se quer ver, quem incomoda pelo valor que tem e/ou "não serve para mais nada".
Se regressar estarei em paz, contudo mais amargurada, porque cada dia que ali passo perco um pouco de mim: a oportunidade de ser quem realmente sou ou a pessoas que penso ser.

8/07/2010
Filomena Ferreira

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